sexta-feira, 1 de julho de 2016

Gentileza?

Luan on



Aquela garota me irritava, ela parecia ter o dom de me tirar do sério, tinha pedido a ela um relatório simples, e a lerda ficou mais de duas horas pra fazer, eu entendo que ela não tem culpa de ter esses problemas, mas, não sei por que, aquilo me irritava.

Depois de pronto, eu a mandei imprimir, e, quando foi fazer isso, ela caiu feito uma jaca na minha frente me fazendo rir, mas, tive de ajudar aquela anta a levantar do chão.

Ela voltou pra sua mesa chorando baixinho, e aquele resmungo me tirava do sério, parecia criança, não tinha motivos pra chorar assim, afinal, foi só um ralado.



- Para com essa choradeira chata, parece criança, já esta me irritando.

- Me perdoa, mas eu não consigo evitar, estou sentindo muita dor, minhas pernas doem, ela contou segurando o choro e por um momento eu fiquei com pena, mas aquilo certamente era drama, não era possível um ralado doer tanto assim.

- Caiu por que é lerda, larga de moleza que isso nem deve estar doendo tanto assim,, seu tombo foi engraçado, se estabacou feito um saco de batatas,  gargalhei, um arranhãozinho não é motivo pra tanta choradeira.

- Não é o arranhão que me dói, minhas pernas estão travadas e isso não é engraçado, eu  estou  chorando de dor, não é motivo pra rir, ela disse visivelmente brava.

- Então aproveita que a perna travou e trava a língua também antes que eu perca a paciência. Disse me levantando e saindo dali pra não fazer besteira.



Bia on



Eu me perguntava o porquê de ele ser tão grosso, eu o tentava agradar de todas as formas, e em troca só recebia humilhação, ele se levantou bravo e foi embora, enquanto eu fiquei ali, sem segurar as lagrimas, eu já não aguentava mais tanta humilhação e tanto preconceito vindo de todos os lados.

Depois de alguns minutos, vi que meu joelho realmente não estava nada bonito e eu precisava limpa-lo, com dificuldade, me levantei pra ir até a cozinha, onde eu sabia que tinha um kit de primeiro socorros e talvez um remédio pra dor, mas assim que abri a porta dela, vi que Luan estava sentado comendo uma pamonha, confesso que minha boca encheu d’água.





- O que quer aqui em? não me deixa nem comer em paz...

- eu só vim pegar a caixinha vermelha, digo abrindo o armário e a encontrando.



Me sentei em uma cadeira ali perto e comecei a tentar fazer aquilo, era complicado, eu não tinha força e nem jeito pra pegar as coisas e acabava tremendo muito.

- vem cá, senta aqui, deixa que eu te ajudo com isso, estranhei mas fui até ele, ele nunca tinha sido gentil...

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